Fonte: CESIT/Unicamp
A economia do cuidado foi incorporada tardiamente ao debate econômico. Durante muito tempo, as abordagens tradicionais trataram a reprodução social como uma atividade realizada sem custos, circunscrita ao âmbito das famílias e dissociada do funcionamento da economia. Essa perspectiva tornou invisível uma dimensão fundamental da organização econômica: o trabalho doméstico e de cuidados, remunerado ou não, é indispensável à reprodução da força de trabalho, à formação das novas gerações e à manutenção cotidiana da vida. Sem cuidado, não há força de trabalho disponível e, portanto, não há produção econômica.
