A Rede de Estudos sobre Trabalho por Plataformas na América Latina (RETPAL) organizou, no El Colegio de México (Colmex), o Seminário Internacional “La regulación del trabajo en plataformas digitales a un año de su implementación en México”, realizado em 7 de setembro de 2026. O encontro colocou em discussão a experiência mexicana de reforma laboral, com foco específico nos avanços, limites e desafios da regulação do trabalho mediado por plataformas digitais.

A atividade reuniu diferentes atores diretamente envolvidos no debate. Participaram Alejandro Salafranca, titular da Unidad de Trabajo Digno da Secretaría del Trabajo y Previsión Social; Sergio Guerrero, secretário-geral da Unión Nacional de Trabajadores por Aplicación (UNTA); Omar Escamilla, diretor de Estudios del Trabajo da Secretaría del Trabajo y Fomento al Empleo do Governo da Cidade do México; Graciela Bensusán, professora-pesquisadora da Universidad Autónoma Metropolitana – Xochimilco; e Ángel Quintanilla, representante da Rappi México.
A composição da mesa permitiu confrontar perspectivas do poder público, dos trabalhadores, da pesquisa acadêmica e das empresas de plataforma, favorecendo uma avaliação plural da experiência regulatória mexicana.

A reforma mexicana constitui uma referência importante para o debate latino-americano por enfrentar questões centrais relacionadas ao reconhecimento de direitos e à proteção social dos trabalhadores de plataformas, em um setor caracterizado pela gestão algorítmica e por formas de trabalho apresentadas pelas empresas como autônomas.
O Seminário possibilitou discutir os efeitos da implementação da nova regulação, as dificuldades encontradas e as disputas que permanecem abertas em torno de sua aplicação.
Para a RETPAL, o encontro reforçou a importância de acompanhar comparativamente as diferentes experiências nacionais de regulação do trabalho em plataformas. O caso mexicano oferece elementos particularmente relevantes para uma agenda latino-americana voltada à relação entre inovação tecnológica, direitos trabalhistas, proteção social, representação coletiva e regulação das plataformas digitais.
